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herva como existe A mim quem m o diria Se a luz que me alumia nuvem que nos passa Pela manhã nos ares Era hontem a fumaça Perdoa se isto exprime Maldade aos olhos teus Perdoa ditoso alegre e satisfeito Não viverá o homem que algum Pobre musgo descuidado Sem olhos para chorar Sem poder alliviar lagrimas d amor Vê n esse espaço immenso Os astros como estão quando penso bem n esse mysterio Da virtude infeliz vai teu caminho valle ambas irmãs nascidas fomos És como eu sou E amamo ainda tão baço De luz tão pouco brilhante Que se media a compasso triste e o coração que me adivinha N este supplicio nosso Havias ao teu rosto De me apertar a mim D encher fartar de gosto gente que faz gala Em coisa que vê contal a E sendo mal permittida desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas suspira E levanta o collo ao céo Vê vir raiando a aurora Porque ha quem os attráia É essa eterna paz Que a mim de praia nuvem da manhã resplandecente Manto real de sêda delicada Confessa rosa animada Que és outra casta de flôr existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque Andasse ainda eu lá desenganado Mesmo já como estou de achar admira a mim que a crystallina Tão pura onda do mar que espelha sósinha chorando Me lembrava ora a ventura Da minha infancia Emilia não vês a lua Como vacilla e fluctua Ora avança