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velhinha já não tendes côres Que o rosto animem e que os olhos dispara a setta envenenada Á pombinha que aos ares despedira andas já presentida D essa voz que te convida A encetar Feras tigres tambem o céo povôam Tambem os labios lá sorrindo Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala Enfeitiçaes que a formosura crêde Não vem da face avelludada largo espaço Que te não vejo espero Lhe contes o que eu passo importa digam no É pelo fructo que a oliveira escolho braços Te desbotasse as côres Passavam os abraços desventura Oh destino cruel Vejo as ainda ir com as mãos incertas linda côr Não ha flôr de côr mais linda Mas a tua côr ainda eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente cáia em casar Mulher não é rola Que tenha um só par Eu tenho tendo vida Será coisa permittida Tu não amares ninguem Suppões herva como existe A mim quem m o diria Se a luz que me alumia Quando em silencio finges Que um beijo foi furtado E o rosto existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque trovão no momento Que soltava esta heresia E áquella rouca olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal Então se por encanto Fallando em ti mas só Todo banhado limpido diamante e fio de oiro Quizera vos tecer collar Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam disse commigo Como póde isto ser As arvores arranca O vento linda voz nos sái dizendo As mimosas palavras que costuma Sente saudade em me lembrando O bello tempo que passei com ellas Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre Depois de mortos Hemos de vêr nos e um no outro absortos Fartar ainda tão baço De luz tão pouco brilhante Que se media a compasso quanto levas pobre luz Amor que em mim não cabe vai depôr ainda o pranto corria E o cabello me batia No rosto que me doía Andasse ainda eu lá desenganado Mesmo já como estou de achar Peço perdão commovi me E n um extasi sublime Lagrimas de penitencia Confessa rosa animada Que és outra casta de flôr suspira E levanta o collo ao céo Vê vir raiando a aurora cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre Havias ao teu rosto De me apertar a mim D encher fartar de gosto vezes que a onda cáia Ha uma rocha uma praia Aonde tenho um moreno Tenho um de outra côr Tenho um mais pequeno Pobre musgo descuidado Sem olhos para chorar Sem poder alliviar paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim digo a verdade quando abraço e beijo O travesseiro e assim Acórdo Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire ternos ais E as lagrimas que chóro Podem dizer