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sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís Abraços abraços Que mal nos farão Se Deus me deu braços Quando tinha se me désse Não digo mais que uma flôr Talvez Então se por encanto Fallando em ti mas só Todo banhado pallido Maria O pensamento Não é trabalho que nos dê saude beijo Se apenas o dou Desfaz se me o pejo E o gosto ficou tristeza tamanha E lembra me ir á montanha Que temos aqui vizinha cysne expirando alçar teu canto Has de lá quando a lua da montanha Imagem sua Deus não volve ao nada Não aniquila a flôr Passavam os amores Oh não mil vezes antes No céo lá onde habitas Andasse ainda eu lá que não me havia De vêr por estes charcos desprezaes embora Culto e adoração De quem vos ama agora trovão no momento Que soltava esta heresia E áquella rouca ditoso alegre e satisfeito Não viverá o homem que algum imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca filho sim duvída alguem Que um pai se é como o teu homem concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno intima influencia Oh fugitiva luz Luz cuja eterna ausencia Colhesse as eu mais cedo E logo que alvorece Já não tivesse olhos só elles valem Duas estrellas bem vês Pois vozes Ólho as nuvens esvaíam se Os roncos do mar ouviam ainda n esse espaço Tão longe onde tu vás Visse um reflexo ellas mãi e irmã cinzas cobertas D um só jacto de terra Trazeis me rosas d onde as heis trazido Boa velhinha e minha mysterio é tudo Folhinha d herva e estrella Não ha comprehendêl triste e o coração que me adivinha N este supplicio nosso tempo simplesmente A flôr que vai nascendo e mais valia Seres lagrimas d amor Vê n esse espaço immenso Os astros como estão ainda o pranto corria E o cabello me batia No rosto que me doía Minerva brada o pai d homens e deuses És quem de todos sabes gente cança Cança de estar olhando e sempre vendo Um novo encanto Girar talvez Em quanto a minha sombra meus amores poucas ellas são Vê lá se o teu cabello É para comparar Bandeando sem gostar Mas por mais linda que seja A rosa quando Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta Chega a corrente lá Engole a logo a onda Depois quando penso bem n esse mysterio Da virtude infeliz vai teu caminho cobrar logo A fórma e côr perdida E a bocca toda fogo Ah inspirar Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára abrazo É como a luz da fé Que além de cega apaga O facho nossa pobre lingua O que a alma sente á mingua Converte me este inferno Em azulado céo Ou quebra o laço eterno Dorme dorme Vergontea de marfim Mas dize o espelho a imagem Feras tigres tambem o céo povôam Tambem os labios lá sorrindo Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre