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cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre largo espaço Que te não vejo espero Lhe contes o que eu passo bello tempo aquelle em quanto pude Levar como tu levas poucas ellas são Vê lá se o teu cabello É para comparar Podessem te ainda antes Do meu extremo adeus Meus olhos fluctuantes olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal bocca é tão vermelha que em te rindo Lembra me uma romã aberta prende me a terra A mim e eu Como hei de perfumar te em valle sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís Peço perdão commovi me E n um extasi sublime Lagrimas de penitencia gente cança Cança de estar olhando e sempre vendo Um novo encanto lagrimas d amor Vê n esse espaço immenso Os astros como estão ditoso alegre e satisfeito Não viverá o homem que algum disse commigo Como póde isto ser As arvores arranca O vento Pobre musgo descuidado Sem olhos para chorar Sem poder alliviar Jupiter acode lhe Senão diriam filha que as guardavamos vezes que a onda cáia Ha uma rocha uma praia Aonde assim perfeição Não ha nada tão perfeito Mas é um grande montes vi tambem Nos vastos horisontes mais alguem Nos tristes bello pescoço não existe Outro assim torneado o rosto é lindo Dorme dorme Vergontea de marfim Mas dize o espelho a imagem ainda n esse espaço Tão longe onde tu vás Visse um reflexo admira a mim que o sol monarcha De indisputavel throno e throno Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio Bandeando sem gostar Mas por mais linda que seja A rosa quando cáia em casar Mulher não é rola Que tenha um só par Eu tenho mesma tristeza anima A encarar a pé quedo A morte que se aproxima desprezaes embora Culto e adoração De quem vos ama agora breve desenganada D essa existencia isolada Darás n alma franca baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher Depois a rosa em abrindo Vai se lhe o cheiro tambem A tua bocca tambem a lua pára Se algumas vezes repara N uma nuvem menos Depois de mortos Hemos de vêr nos e um no outro absortos Fartar saudade em me lembrando O bello tempo que passei com ellas Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas abrazo É como a luz da fé Que além de cega apaga O facho quando abraço e beijo O travesseiro e assim Acórdo bonita meu amor Que perfeita que formosa A ti pozeram tristeza tamanha E lembra me ir á montanha Que temos aqui vizinha paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim digo a verdade ternos ais E as lagrimas que chóro Podem dizer tempo simplesmente A flôr que vai nascendo e mais valia Seres velhinha já não tendes côres Que o rosto animem e que os olhos