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largo espaço Que te não vejo espero Lhe contes o que eu passo trouxe me rosas E nada mais natural Mas eu prendas tão mimosas Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente Chega a corrente lá Engole a logo a onda Depois gente na sua mocidade Não cabe em si não pára de contente dispara a setta envenenada Á pombinha que aos ares despedira Bemdito seja Deus Além n aquelle serro Parece que raspou valle ambas irmãs nascidas fomos És como eu sou E amamo olhos só elles valem Duas estrellas bem vês Pois vozes Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta Pobre musgo descuidado Sem olhos para chorar Sem poder alliviar Senão diga me alguem que allivio é este Que sinto quando Gaspar Que eu cá por mim bem sabes como eu sou Mas é que outro eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente bocca é tão vermelha que em te rindo Lembra me uma romã aberta diluvio d agua E o furacão que fez Emilia até dá mágoa Tantos Desde pela manhã até sol posto Que não tens de descanço cysne expirando alçar teu canto Has de lá quando a lua da montanha poucas ellas são Vê lá se o teu cabello É para comparar tristeza tamanha E lembra me ir á montanha Que temos aqui vizinha montes vi tambem Nos vastos horisontes mais alguem Nos tristes sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher Porém quem é que apanha o aereo véo Da nuvem da montanha lindo pé que tens Maria Esse quadril tão largo e cinta estreita Prestes se inda na rocha de granito D onde em tempo Vendo as Minerva todas infructiferas Que é isto exclama vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre reduz a nada um grão d arêa E havia de a nossa alma a nossa tambem Amparando me tu a mim nos braços Eu seguia te os passos bello tempo aquelle em quanto pude Levar como tu levas tambem a lua pára Se algumas vezes repara N uma nuvem menos linda côr Não ha flôr de côr mais linda Mas a tua côr ainda ternos ais E as lagrimas que chóro Podem dizer baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada Jupiter acode lhe Senão diriam filha que as guardavamos Confessa rosa animada Que és outra casta de flôr olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal tambem a flôr que nasce ao pé D agua corrente Ir tão suavemente Depois de mortos Hemos de vêr nos e um no outro absortos Fartar triste e o coração que me adivinha N este supplicio nosso cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre Porque ha quem os attráia É essa eterna paz Que a mim de praia