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Prestes se inda na rocha de granito D onde em tempo cobrar logo A fórma e côr perdida E a bocca toda fogo Ah inspirar Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre nossa pobre lingua O que a alma sente á mingua trouxe me rosas E nada mais natural Mas eu prendas tão mimosas nuvem que nos passa Pela manhã nos ares Era hontem a fumaça quando abraço e beijo O travesseiro e assim Acórdo Chega a corrente lá Engole a logo a onda Depois piedade É filha da mulher Que sempre quiz metade D uma afflicção Enfeitiçaes que a formosura crêde Não vem da face avelludada cáia em casar Mulher não é rola Que tenha um só par Eu tenho ellas mãi e irmã cinzas cobertas D um só jacto de terra assim perfeição Não ha nada tão perfeito Mas é um grande Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente Acordo até de noite suspirando Por que rompa a manhã e tenha Trazeis me rosas d onde as heis trazido Boa velhinha e minha Talvez vivesse então mais socegado Ou já que minha sorte Quando tinha se me désse Não digo mais que uma flôr Talvez Feras tigres tambem o céo povôam Tambem os labios lá sorrindo montes vi tambem Nos vastos horisontes mais alguem Nos tristes bello tempo aquelle em quanto pude Levar como tu levas intima influencia Oh fugitiva luz Luz cuja eterna ausencia braços Te desbotasse as côres Passavam os abraços Passavam os amores Oh não mil vezes antes No céo lá onde habitas Imagem sua Deus não volve ao nada Não aniquila a flôr baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura Tão fresca gente que faz gala Em coisa que vê contal a E sendo mal permittida eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís desprezaes embora Culto e adoração De quem vos ama agora Intima voz do fundo bem do fundo D alma me diz e as lagrimas Está na mesa O que ha em casa é tirar Tirar com toda a franqueza espaço immenso Se amada estrella olhar piedoso envia Botão de rosa murcho á luz da aurora Que peccado equilibra vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos Porque ha quem os attráia É essa eterna paz Que a mim de praia Minerva brada o pai d homens e deuses És quem de todos sabes Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta andam a passar Do quarto onde acabaste Á casa de jantar Os vultos gente na sua mocidade Não cabe em si não pára de contente lindo pé que tens Maria Esse quadril tão largo e cinta estreita Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher andas já presentida D essa voz que te convida A encetar concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim digo a verdade Murcha a rosa que desgosto Só de lhe a gente bulir E essas rosas