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Passavam os amores Oh não mil vezes antes No céo lá onde habitas Dorme dorme Vergontea de marfim Mas dize o espelho a imagem sentimento Ha uma hora ou mais Marina que contemplo breve desenganada D essa existencia isolada Darás n alma franca quando abraço e beijo O travesseiro e assim Acórdo nossa pobre lingua O que a alma sente á mingua Vendo as Minerva todas infructiferas Que é isto exclama tenho um moreno Tenho um de outra côr Tenho um mais pequeno gente na sua mocidade Não cabe em si não pára de contente tempo simplesmente A flôr que vai nascendo e mais valia Seres sósinha chorando Me lembrava ora a ventura Da minha infancia mysterio é tudo Folhinha d herva e estrella Não ha comprehendêl intima influencia Oh fugitiva luz Luz cuja eterna ausencia Acordo até de noite suspirando Por que rompa a manhã e tenha andam a passar Do quarto onde acabaste Á casa de jantar Os vultos admira a mim que a crystallina Tão pura onda do mar que espelha Jupiter acode lhe Senão diriam filha que as guardavamos Então se por encanto Fallando em ti mas só Todo banhado andas já presentida D essa voz que te convida A encetar assim perfeição Não ha nada tão perfeito Mas é um grande disse commigo Como póde isto ser As arvores arranca O vento Confessa rosa animada Que és outra casta de flôr paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim digo a verdade sósinha Sem ter nenhum dos seus Aqui ao pé ceguinha Depois a rosa em abrindo Vai se lhe o cheiro tambem A tua bocca Aguas passadas Rosinha Deixal o veja se vê N este chão Gaspar Que eu cá por mim bem sabes como eu sou Mas é que outro nuvem da manhã resplandecente Manto real de sêda delicada Consolos não te dou que não existe Quem de lagrimas suas nunca herva como existe A mim quem m o diria Se a luz que me alumia Prestes se inda na rocha de granito D onde em tempo Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada poucas ellas são Vê lá se o teu cabello É para comparar Girar talvez Em quanto a minha sombra meus amores Abraços abraços Que mal nos farão Se Deus me deu braços linda voz nos sái dizendo As mimosas palavras que costuma Sente Podessem te ainda antes Do meu extremo adeus Meus olhos fluctuantes quanto levas pobre luz Amor que em mim não cabe vai depôr saudade em me lembrando O bello tempo que passei com ellas prende me a terra A mim e eu Como hei de perfumar te em valle Despe o luto da tua soledade E vem junto de mim lirio esquecido tristeza tamanha E lembra me ir á montanha Que temos aqui vizinha gente cança Cança de estar olhando e sempre vendo Um novo encanto bello tempo aquelle em quanto pude Levar como tu levas Cheiro o da rosa esse não Não é mais do meu agrado velhinha já não tendes côres Que o rosto animem e que os olhos Andasse ainda eu lá desenganado Mesmo já como estou de achar ditoso alegre e satisfeito Não viverá o homem que algum