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  • Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára
  • Aquelle enorme tronco Quiz resistir depois Ouviu se um grande
  • Botão de rosa murcho á luz da aurora Que peccado equilibra
  • Porém quem é que apanha o aereo véo Da nuvem da montanha
  • linda côr Não ha flôr de côr mais linda Mas a tua côr ainda
  • Trazeis me rosas d onde as heis trazido Boa velhinha e minha
  • ainda o pranto corria E o cabello me batia No rosto que me doía
  • gente cança Cança de estar olhando e sempre vendo Um novo encanto
  • Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse
  • Aguas passadas Rosinha Deixal o veja se vê N este chão
  • Perdoa se isto exprime Maldade aos olhos teus Perdoa
  • admira a mim que o sol monarcha De indisputavel throno e throno
  • existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque
  • nossa pobre lingua O que a alma sente á mingua
  • Podessem te ainda antes Do meu extremo adeus Meus olhos fluctuantes
  • Despe o luto da tua soledade E vem junto de mim lirio esquecido
  • eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente
  • Emilia não vês a lua Como vacilla e fluctua Ora avança
  • Murcha a rosa que desgosto Só de lhe a gente bulir E essas rosas
  • Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa
  • tendo vida Será coisa permittida Tu não amares ninguem Suppões
  • Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente
  • tambem a flôr que nasce ao pé D agua corrente Ir tão suavemente
  • assim perfeição Não ha nada tão perfeito Mas é um grande
  • velhinha já não tendes côres Que o rosto animem e que os olhos
  • diluvio d agua E o furacão que fez Emilia até dá mágoa Tantos
  • Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre
  • ditoso alegre e satisfeito Não viverá o homem que algum
  • baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala
  • Talvez vivesse então mais socegado Ou já que minha sorte
  • andas já presentida D essa voz que te convida A encetar
  • Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire
  • triste e o coração que me adivinha N este supplicio nosso
  • bocca é tão vermelha que em te rindo Lembra me uma romã aberta
  • cysne expirando alçar teu canto Has de lá quando a lua da montanha
  • admira a mim que a crystallina Tão pura onda do mar que espelha
  • Depois de mortos Hemos de vêr nos e um no outro absortos Fartar
  • Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio
  • Peço perdão commovi me E n um extasi sublime Lagrimas de penitencia
  • Imagem sua Deus não volve ao nada Não aniquila a flôr
  • cáia em casar Mulher não é rola Que tenha um só par Eu tenho
  • quanto levas pobre luz Amor que em mim não cabe vai depôr
  • piedade É filha da mulher Que sempre quiz metade D uma afflicção
  • tarde quando o albergue No solitario val Incenso queima
  • sósinha chorando Me lembrava ora a ventura Da minha infancia
  • Ergue se e cai conforme A lei que o manda assim
  • deuses cada qual uma arvore Á sua guarda consagraram Jupiter
  • suspira E levanta o collo ao céo Vê vir raiando a aurora
  • Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada