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  • trovão no momento Que soltava esta heresia E áquella rouca
  • Perdoa se isto exprime Maldade aos olhos teus Perdoa
  • vezes que a onda cáia Ha uma rocha uma praia Aonde
  • saudade em me lembrando O bello tempo que passei com ellas
  • piedade É filha da mulher Que sempre quiz metade D uma afflicção
  • Ergue se e cai conforme A lei que o manda assim
  • cáia em casar Mulher não é rola Que tenha um só par Eu tenho
  • Então se por encanto Fallando em ti mas só Todo banhado
  • concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno
  • Acordo até de noite suspirando Por que rompa a manhã e tenha
  • dispara a setta envenenada Á pombinha que aos ares despedira
  • cobrar logo A fórma e côr perdida E a bocca toda fogo Ah inspirar
  • gente na sua mocidade Não cabe em si não pára de contente
  • Bemdito seja Deus Além n aquelle serro Parece que raspou
  • filho sim duvída alguem Que um pai se é como o teu homem
  • gente cança Cança de estar olhando e sempre vendo Um novo encanto
  • Dorme dorme Vergontea de marfim Mas dize o espelho a imagem
  • assim perfeição Não ha nada tão perfeito Mas é um grande
  • lindo pé que tens Maria Esse quadril tão largo e cinta estreita
  • Enfeitiçaes que a formosura crêde Não vem da face avelludada
  • Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher
  • breve desenganada D essa existencia isolada Darás n alma franca
  • Podessem te ainda antes Do meu extremo adeus Meus olhos fluctuantes
  • Bandeando sem gostar Mas por mais linda que seja A rosa quando
  • Minerva brada o pai d homens e deuses És quem de todos sabes
  • Colhesse as eu mais cedo E logo que alvorece Já não tivesse
  • Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse
  • montes vi tambem Nos vastos horisontes mais alguem Nos tristes
  • existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque
  • Quando em silencio finges Que um beijo foi furtado E o rosto
  • Está a porta aberta E vejo alumiada A parte descoberta
  • andas já presentida D essa voz que te convida A encetar
  • eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente
  • reduz a nada um grão d arêa E havia de a nossa alma a nossa
  • suspira E levanta o collo ao céo Vê vir raiando a aurora
  • braços Te desbotasse as côres Passavam os abraços
  • passa á maneira Assim d um caracol Áquella farrobeira
  • Botão de rosa murcho á luz da aurora Que peccado equilibra
  • sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís
  • poucas ellas são Vê lá se o teu cabello É para comparar
  • Emilia não vês a lua Como vacilla e fluctua Ora avança
  • ainda o pranto corria E o cabello me batia No rosto que me doía
  • Chega a corrente lá Engole a logo a onda Depois
  • importa digam no É pelo fructo que a oliveira escolho
  • Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa
  • nossa pobre lingua O que a alma sente á mingua
  • Prestes se inda na rocha de granito D onde em tempo
  • tendo vida Será coisa permittida Tu não amares ninguem Suppões
  • ellas mãi e irmã cinzas cobertas D um só jacto de terra
  • Cheiro o da rosa esse não Não é mais do meu agrado