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  • Peço perdão commovi me E n um extasi sublime Lagrimas de penitencia
  • Trazeis me rosas d onde as heis trazido Boa velhinha e minha
  • Andasse ainda eu lá que não me havia De vêr por estes charcos
  • Deixa que ao romper d alva o cravo abrindo Á rosa envie o aroma
  • passa á maneira Assim d um caracol Áquella farrobeira
  • cáia em casar Mulher não é rola Que tenha um só par Eu tenho
  • valle ambas irmãs nascidas fomos És como eu sou E amamo
  • Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire
  • podias Maria andar tapada Só com o teu cabello á semelhança
  • admira a mim que o sol monarcha De indisputavel throno e throno
  • cysne expirando alçar teu canto Has de lá quando a lua da montanha
  • Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio
  • Ergue se e cai conforme A lei que o manda assim
  • lagrimas d amor Vê n esse espaço immenso Os astros como estão
  • mysterio é tudo Folhinha d herva e estrella Não ha comprehendêl
  • Podessem te ainda antes Do meu extremo adeus Meus olhos fluctuantes
  • Abraços abraços Que mal nos farão Se Deus me deu braços
  • braços Te desbotasse as côres Passavam os abraços
  • Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente
  • diluvio d agua E o furacão que fez Emilia até dá mágoa Tantos
  • Então se por encanto Fallando em ti mas só Todo banhado
  • Pára quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára
  • ditoso alegre e satisfeito Não viverá o homem que algum
  • deuses cada qual uma arvore Á sua guarda consagraram Jupiter
  • Confessa rosa animada Que és outra casta de flôr
  • montes vi tambem Nos vastos horisontes mais alguem Nos tristes
  • Aguas passadas Rosinha Deixal o veja se vê N este chão
  • Deixál os dizer Se Deus me deu flôres Foi para as colher
  • mesma tristeza anima A encarar a pé quedo A morte que se aproxima
  • olhar Receio E desejo estar sempre a contemplal
  • linda côr Não ha flôr de côr mais linda Mas a tua côr ainda
  • Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada
  • existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque
  • Andasse ainda eu lá desenganado Mesmo já como estou de achar
  • Passavam os amores Oh não mil vezes antes No céo lá onde habitas
  • Desde pela manhã até sol posto Que não tens de descanço
  • importa digam no É pelo fructo que a oliveira escolho
  • sentimento Ha uma hora ou mais Marina que contemplo
  • homem se anjo e nume Planta e flôr Dá seu canto luz perfume
  • piedade É filha da mulher Que sempre quiz metade D uma afflicção
  • Feras tigres tambem o céo povôam Tambem os labios lá sorrindo
  • Havias ao teu rosto De me apertar a mim D encher fartar de gosto
  • breve desenganada D essa existencia isolada Darás n alma franca
  • Converte me este inferno Em azulado céo Ou quebra o laço eterno
  • tambem a flôr que nasce ao pé D agua corrente Ir tão suavemente
  • loureirinho Que era o que havia só Encontra o no caminho
  • Minerva brada o pai d homens e deuses És quem de todos sabes
  • vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos
  • poucas ellas são Vê lá se o teu cabello É para comparar
  • gente cança Cança de estar olhando e sempre vendo Um novo encanto