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  • Astros fio me em vós e Deus permitta Que os infelizes sempre
  • prende me a terra A mim e eu Como hei de perfumar te em valle
  • Então se por encanto Fallando em ti mas só Todo banhado
  • Peço perdão commovi me E n um extasi sublime Lagrimas de penitencia
  • homem se anjo e nume Planta e flôr Dá seu canto luz perfume
  • trovão no momento Que soltava esta heresia E áquella rouca
  • nuvem que nos passa Pela manhã nos ares Era hontem a fumaça
  • baixo abala Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala
  • podias Maria andar tapada Só com o teu cabello á semelhança
  • Dorme dorme Vergontea de marfim Mas dize o espelho a imagem
  • diluvio d agua E o furacão que fez Emilia até dá mágoa Tantos
  • Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente
  • vultos que os vestidos Tão negros que pozeram De luto tão compridos
  • Despe o luto da tua soledade E vem junto de mim lirio esquecido
  • velhinha já não tendes côres Que o rosto animem e que os olhos
  • consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia
  • Pobre musgo descuidado Sem olhos para chorar Sem poder alliviar
  • olhos só elles valem Duas estrellas bem vês Pois vozes
  • desprezaes embora Culto e adoração De quem vos ama agora
  • Abraços abraços Que mal nos farão Se Deus me deu braços
  • Passavam os amores Oh não mil vezes antes No céo lá onde habitas
  • Desde pela manhã até sol posto Que não tens de descanço
  • Perdoa se isto exprime Maldade aos olhos teus Perdoa
  • Trazeis me rosas d onde as heis trazido Boa velhinha e minha
  • bonita meu amor Que perfeita que formosa A ti pozeram
  • paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim digo a verdade
  • abrazo É como a luz da fé Que além de cega apaga O facho
  • Dorme estatua de neve Vergontea de marfim Tocar que impio
  • cobra enorme Á calma quando está Grande calor conforme As tenho
  • Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse
  • Quando em silencio finges Que um beijo foi furtado E o rosto
  • concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno
  • existencia alguma Que não tenha amor nenhuma Porque
  • tenho um moreno Tenho um de outra côr Tenho um mais pequeno
  • Deixa que ao romper d alva o cravo abrindo Á rosa envie o aroma
  • largo espaço Que te não vejo espero Lhe contes o que eu passo
  • vezes que a onda cáia Ha uma rocha uma praia Aonde
  • tendo vida Será coisa permittida Tu não amares ninguem Suppões
  • Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa
  • quando abraço e beijo O travesseiro e assim Acórdo
  • Havias ao teu rosto De me apertar a mim D encher fartar de gosto
  • mesma tristeza anima A encarar a pé quedo A morte que se aproxima
  • pallido Maria O pensamento Não é trabalho que nos dê saude
  • Senão diga me alguem que allivio é este Que sinto quando
  • bello tempo aquelle em quanto pude Levar como tu levas
  • Podessem te ainda antes Do meu extremo adeus Meus olhos fluctuantes
  • assim perfeição Não ha nada tão perfeito Mas é um grande
  • cinza em terra em nada Meu sêr converte ó luz Mas sempre sempre
  • Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire
  • gente que faz gala Em coisa que vê contal a E sendo mal permittida