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Amo-te a ti, e a Deus.Teus sonhos são riquezas Talvez e fasto.Os meus, És tu, que me desprezas.Deixal-o.Amor acaso É racional Não é.O fogo em que me abrazo É como a luz da fé Que além de cega, apaga O facho da razão.Ama-se e não se indaga Se se é amado ou não.

cinza, em terra, em nada, Meu sêr converte, ó luz, Mas sempre, sempre amada, Deliciosa cruz Em fumo se vai tudo, amigo Olhando Para as nuvens do céo, nuvens d aquellas, E parece-me ainda que mais bellas, Anda a gente fazendo e desmanchando.Dá-me uma saudade em me lembrando O bello tempo que passei com ellas, Por essa immensa abobada de estrellas, Por esse mar de fogo viajando.

Peço perdão, commovi-me E n um extasi sublime Lagrimas de penitencia, Como um balsamo, uma essencia, Purificam-me e senti-me Com uma nova existencia.Ólho as nuvens esvaíam-se Os roncos do mar ouviam-se, Mas já mais de espaço a espaço.O sol ainda tão baço, De luz tão pouco brilhante, Que se media a compasso Como a cara d um gigante, Descobre-se e resplandece Ao longe o mar apparece E tudo, mar, terra e céos Tão formoso me parece, Como se agora tivesse Sahido das mãos de Deus No rochedo onde descança Meu corpo desfallecido, O verde musgo, vestido Sempre da côr da esperança, Agora reverdecido, Me ensina a ter confiança N esse que do céo nos lança Em dia tempestuoso, Só para nosso repouso O arco da alliança.

sobe e vai.Vai d estas densas trevas, d esta cruz, Levar-lhe...quanto levas, pobre luz Amor, que em mim não cabe, vai depôr Em Deus, e Deus bem sabe se era amor Se d outra flôr o calix mais libei Por esses quantos valles divaguei Se um nome em igneo traço li no céo, Nas ondas e no espaço, mais que o seu.

quando penso bem n esse mysterio Da virtude infeliz vai teu caminho Dois mundos Deus creou.Deus não dispara a setta envenenada Á pombinha que aos ares despedira Com mão traidora e vil.Imagem sua, Deus não volve ao nada, Não aniquila a flôr que ao chão cahira Lá d esse eterno abril.

Astros fio-me em vós, e Deus permitta Que os infelizes sempre em vós se fiem.Intima voz do fundo, bem do fundo D alma me diz e as lagrimas me saltam Vês os milhões de soes que o espaço esmaltam Pisa a terra a teus pés, inda ha mais mundo.Ha depois d esta vida inda outra vida.

Depois a rosa em abrindo Vai-se-lhe o cheiro tambem A tua bocca em te rindo Só o bom cheiro que exhala...E quando fallas, a falla, Isso é que a rosa não tem.Ella o que tem, meu amor O cheiro, a côr e mais nada.Confessa, rosa animada Que és outra casta de flôr.

desprezaes embora Culto e adoração De quem vos ama agora As dôres, essas não.Despe o luto da tua soledade E vem junto de mim, lirio esquecido Do orvalho do céo Tens nos meus olhos pranto de piedade, E se és, mulher irmã dos que hão soffrido, Mulher sou irmão teu.

Talvez do solio ethereo Nem baixe os olhos seus.Respeita-os, tapa-os, como Japhet e Sem, o pai...Pende, sagrado pomo A vista ergue-se e cai.Ergue-se e cai, conforme A lei, que o manda assim.Ergue-se e...Dorme, dorme, Vergontea de marfim Mas dize o espelho a imagem Te estampa mal te vê Beija-te o seio a aragem, Doira-te o sol porquê Não segue acaso a sombra Teu corpo sempre, flôr E pois, porque te assombra Meu insensato amor Ás vezes passas tremula Como sagrada luz E os olhos dizem vemol-a Como no alto a cruz.

Colhi-o, pul-o no seio, E é hoje o livro que leio.Prestes, se inda na rocha de granito D onde em tempo me vias te sentares, Não olhes para a terra ou para os mares, Olha sim para o céo, que é lá que habito.Lá tão longe de ti, mas não do terno, Bondoso pai que os dois nos ha gerado, Só para mágoas não, que bem guardado Nos tem tambem no céo prazer eterno.

largo espaço Que te não vejo, espero Lhe contes o que eu passo N este aspero desterro Que assim que te não veja É noite fria e escura, Noite que mette inveja Á mesma sepultura Em acordando agora, O meu contentamento É vêr em cada aurora Um dia de tormento Podesse eu dar-te a prova Dos dias que me esperam, Lançando-me na cova Onde elles te pozeram Lançassem-me algum dia Ao pé, que de repente O coração te havia De ainda pular quente.

valle, ambas irmãs, nascidas fomos És como eu sou E amamo-nos, e flôres ambas somos, Mas eu não vôo.A ti leva-te o ar prende-me a terra A mim e eu Como hei-de perfumar-te em valle e serra, E lá no céo...Mais longe inda tu vás, por outras flôres.

Consolos não te dou, que não existe Quem de lagrimas suas nunca enxuto Possa as d outro enxugar Não póde allivios dar quem vive triste, Mas é-me dôce a mim chorar se escuto Alguem tambem chorar.Botão de rosa murcho á luz da aurora Que peccado equilibra o teu martyrio Na balança de Deus Se é como justo e bom que elle se adora Quem te ha mudado a ti, ó rosa em lirio, E em lirio os labios teus Não enche elle de balsamos o calix Da flôr a mais humilde, e esses espaços Não enche elle de luz Não veio o Filho seu, lirio dos valles Só por amor de nós tomar nos braços Os braços d uma cruz Mulher, mulher quando eu n um cemiterio Levanto o pó dos tumulos sósinho Eis, digo, eis o que eu sou.

córrego acima, Subo á ponta do penedo Que a vida só quem a estima É que da morte tem medo.A mesma tristeza anima A encarar a pé quedo A morte que se aproxima A tirar-nos do degredo, Que inda a gente se lastima De não acabar mais cedo.E alli sósinha chorando Me lembrava, ora a ventura Da minha infancia, inda quando Levava os dias brincando Ora a desgraça futura, Que me estava annunciando Não sei se a minha amargura, Se uma nuvem, grande e escura, Que se ia no ar formando E vinha já avançando, Como que á minha procura.

ainda o pranto corria E o cabello me batia No rosto, que me doía, Tal era a força do vento Já tudo tão pardacento A nevoa e chuva fazia Que eu olhava, mas dizia É nuvem ou penedia Aquelle vulto cinzento O mar brilhante algum dia Como prata luzidia Já ninguem o distinguia Da terra e do firmamento Uivar só é que se ouvia, Mas uivar sem sentimento E como em grande tormento Se desvaira a phantasia Fosse eu mar, disse valia Mais ser coisa bruta e fria, Como a rocha onde me sento.

deuses, cada qual uma arvore, Á sua guarda consagraram Jupiter Esse o carvalho, a murta Venus, Hercules Lá esse o alemo, e o loureiro Apollo.Vendo-as Minerva todas infructiferas Que é isto exclama.Jupiter acode-lhe Senão, diriam, filha que as guardavamos Só pelo fructo.

nuvem que nos passa Pela manhã nos ares, Era hontem a fumaça Que andava n esses mares E a nevoa, que tu vês Nas ondas fluctuantes, Corria-nos aos pés Talvez um dia antes.A agua é que no giro Em que anda eternamente Não deu nunca um suspiro Em prova de que sente.

Então, se por encanto Fallando em ti, mas só, Todo banhado em pranto Me visses, tinhas dó.Tinhas.A piedade É filha da mulher, Que sempre quiz metade D uma afflicção qualquer.Havias ao teu rosto De me apertar a mim, D encher, fartar de gosto, Todo este abysmo sim.

Agora carcomida.Colhesse-as eu mais cedo E logo que alvorece Já não tivesse medo Que a terra m as comesse.Mas pura, como a neve Que ás vezes cahe na serra, É que a nossa alma deve Tambem voar da terra.Gelasse a morte fria A mão profanadora Que te ennublasse um dia A luz que dás agora.

Deus sabe se eu dos montes vi tambem Nos vastos horisontes mais alguem Nos tristes e risonhos dias meus, Se alguem vi mais em sonhos, que ella e Deus.Porém quem é que apanha o aereo véo Da nuvem da montanha, se é do céo Se á terra a nuvem desce, quando vai Tocar-se-lhe, desfez-se como um ai.

Pára, quando a engole Aquelle mar sem fundo Nem pára é como o sol E como todo o mundo...Ahi não pára nada, Tudo viaja e anda, Que a ordem lhe foi dada, E dada por quem manda.Chega a corrente lá, Engole-a logo a onda Depois, que é d ella já A nuvem que responda.

tambem, Amparando-me tu a mim nos braços, Eu seguia-te os passos, Fosse por onde fosse E d essa sorte Até a morte Me seria dôce.Dorme, estatua de neve, Vergontea de marfim Tocar que impio se atreve No que é sagrado assim Dois são o mais, mysterio Vedado á terra.

Depois de mortos Hemos de vêr-nos, e um no outro absortos Fartar de glorias este amor tão triste. Tão triste, e o coração que me adivinha N este supplicio nosso este tormento Nunca dos labios teus minimo alento N um só beijo bebi em vida minha E morro sem te vêr Cabeça doida, Desasisado amor Sonhar afflicto Um sonho até morrer.

Sois feiticeira enfeitiçaes d amores.Enfeitiçaes que a formosura, crêde, Não vem da face avelludada e bella A formosura vem só d alma é d ella Que brota a fonte que nos mata a sêde.Vós sois velhinha, já não tendes côres Que o rosto animem e que os olhos prendam, Mas tendes prendas que o amor accendam, Tendes ainda no inverno.

concebo Como Deus me creasse Para tormento eterno Elle que tão affavel, meigo e terno Te beija a ti a face E te embala no collo, Margarida A mim dar-me esta vida...Mas vejo á sombra d altos edificios Miudissimas flôres De tão subtís e delicadas côres Que se o sol lhes chegasse Talvez que nem resquicios Lhes ficasse.

vol-o dou.E lá do espaço immenso Se amada estrella olhar piedoso envia A quem da terra a adora Se o sol aceita á flôr humilde incenso Ha no amor tambem muita poesia...Minha senhora Thuribulo suspenso inda fluctuo, Em quanto a alma em incenso restituo Mas, quando como fumo que se esvai, Minha alma vás teu rumo.

Depois é que o mundo falla E se mette com a vida De quem ás vezes se cala Por ser mais bem procedida.Que esta gente que faz gala Em coisa, que vê, contal-a, E sendo mal permittida Inda em cima acrescental-a, Teem a lingua comprida E bem deviam cortal-a.

não, a paixão que assim me trouxe Tão erradio a mim, digo a verdade E nem eu te negava se assim fosse.É que a gente na sua mocidade Não cabe em si, não pára de contente, E assim fui eu na flôr da minha idade.Tu eras n esse tempo simplesmente A flôr que vai nascendo e mais valia Seres tão tenra ainda e innocente.

andam a passar Do quarto onde acabaste Á casa de jantar Os vultos, que deixaste.Os vultos, que os vestidos Tão negros que pozeram, De luto, tão compridos, Não sei que ar lhes deram A tua bella irmã, A tua piedade, A rosa da manhã, A flôr da mocidade, Quem lhe diria a ella, Tão cheia de alegria, Que haviamos de vêl-a Assim já hoje em dia É esta vida um mar, E bem se póde a gente, Marina comparar A rapida corrente, Que vai de lado a lado Por esses valles fóra Sem nunca lhe ser dado Ter a menor demora.

Amo-te.O mais ignoro.Mas os meus ternos ais E as lagrimas que chóro Podem dizer o mais.Que chóro se te admira.Nunca tiveste amor.Quem tem amor, suspira, E o suspirar é dôr.Ah quando abraço e beijo O travesseiro e, assim, Acórdo e te não vejo, Vejo-me só a mim Não sei, mulher que anceio Se me traduz n um ai Confrange-se-me o seio, Rebenta o pranto e cái.

Não resuscito Morto tenho eu vivido a vida toda.Trazeis-me rosas d onde as heis trazido, Boa velhinha e minha boa amiga Rosas no inverno permitti que o diga, Sois feiticeira d onde as heis colhido Na primavera de meus annos, ólho, Mas vejo abrolhos e não vejo flôres E vós colhêl-as, como as eu não colho.

flôres.A Rosa trouxe-me rosas E nada mais natural, Mas eu prendas tão mimosas É que não tenho inda mal.Quando tinha, se me désse, Não digo mais que uma flôr, Talvez de flôres lhe enchesse Esses cofrinhos d amor.Aguas passadas, Rosinha Deixal-o veja se vê N este chão que já foi vinha Coisa que ainda se dê.

nuvem da manhã resplandecente, Manto real de sêda delicada, Cada fio um grilhão que prende a gente.Bem podias, Maria andar tapada Só com o teu cabello, á semelhança Do sol em nuvem de manhã doirada.É tudo encantador.A gente cança, Cança de estar olhando e sempre vendo Um novo encanto a cada olhar que lança.

Gaspar é o que vem N esta vida fazer quem já lá vai.Já se vê que é aos paes que a gente sái.Tal pai, tal filho sim, duvída alguem Que um pai se é como o teu, homem de bem, Tu és homem de bem como teu pai D isto não ha quem possa duvidar.

mas vejo o que Não sou eu tão tola Que cáia em casar Mulher não é rola, Que tenha um só par Eu tenho um moreno, Tenho um de outra côr, Tenho um mais pequeno, Tenho outro maior.Que mal faz um beijo, Se apenas o dou Desfaz-se-me o pejo, E o gosto ficou Um d elles por graça Deu-me um, e depois, Gostei da chalaça, Paguei-lhe com dois.

Abraços, abraços Que mal nos farão Se Deus me deu braços, Foi essa a razão.Um dia que o alto Me vinha abraçar, Fiquei-lhe d um salto Suspensa no ar.Amores, amores.Deixál-os dizer Se Deus me deu flôres, Foi para as colher.Eu tenho um moreno, Tenho um de outra côr, Tenho um mais pequeno, Tenho outro maior.

reduz a nada um grão d arêa, E havia de a nossa alma, a nossa idêa Nas ruinas do pó ficar perdida Isso que pensa e quer até me admiro, Isso que a luz nos traz, que a luz nos leva, Isso que me abre o céo que ao céo me eleva N um teu cançado olhar, n um teu suspiro Onde, não sei eu bem, mas sei que existe Deus remunerador.

trovão no momento Que soltava esta heresia E áquella rouca harmonia Occorre-me um pensamento, Que me dá uma pancada O coração de tal modo, Como se o rochedo todo Desandasse na chapada.Era a voz da consciencia Que me accusava do crime De negar á Providencia A razão com que me opprime.

que mora Em peito onde não cabe.Ha uma luz mais clara Que a luz do pensamento A d essa imagem cara...A d este sentimento Ha uma hora ou mais, Marina que contemplo A casa de teus paes Que é para mim um templo.Está a porta aberta, E vejo alumiada A parte descoberta Da casa da entrada.

bello tempo aquelle em quanto pude Levar, como tu levas, todo o dia N essa vida chamada ingrata e rude Nunca soube o que foi melancolia, Nunca provei as lagrimas salgadas Com que a nossa alma as penas allivia Andava sim por essas cumiadas Ao sol, á chuva, muita vez, sósinho, Vendo os valles, das rochas escarpadas Descendo pelo córrego estreitinho, De pontal em pontal, cortando o matto, Pelas chapadas, fóra de caminho Mas não era que já o teu retrato Me andasse a mim no coração impresso, Onde hoje o trago no maior recato, E um desengano teu que não mereço Me tivesse tirado a fé tão dôce D alcançar algum dia o que appeteço.

Não cabe Em nossa pobre lingua O que a alma sente, á mingua De voz, que só Deus sabe.Um dia, não sei que eu tinha...Uma tristeza tamanha E lembra-me ir á montanha, Que temos aqui vizinha, Onde em tempo me entretinha Horas e horas sósinha Quando ainda se não estranha Que n uma teia de aranha Se prenda uma innocentinha, Ou atraz d uma avesinha Se cance a vêr se a apanha.

loureirinho, Que era o que havia só, Encontra-o no caminho, Ia-o fazendo em pó.D aqui passa, á maneira Assim d um caracol, Áquella farrobeira Põe-lhe a raiz ao sol.Aquelle enorme tronco Quiz resistir, depois, Ouviu-se um grande ronco, Quando o eu vejo em dois.

Deixa que ao espaço immenso os olhos lance O sol antes que expire Que pelo norte a bussola suspire E nelle só descance.Amam leões e tigres.Não ha nada, Anjo que a amor se esconda.Beija a pomba o seu par e abraça a onda A rocha inanimada.Deixa que a nuvem negra tolde a lua Se a leva a tempestade Deixa que eu te ame a ti, cara metade, D esta alma toda tua Maria vêr-te á porta a fazer meia, Olhando para mim de vez em quando, É o que n esta vida me recreia.

Quizera nos meus cofres de poeta Ter as riquezas todas do Oriente, E com mãos liberaes Expulsar esta duvida que inquieta Um grato coração que apenas sente E...nada mais De limpido diamante e fio de oiro, Quizera-vos tecer collar que á aurora Vencesse em brilho e côr Mas o poeta, o unico thesoiro Que tem, ah são as lagrimas que chora E o seu amor.

baixo, abala, Deixa em podendo o collo Tão terno que te embala, E vem-me dar consolo.Como essa imagem pura Ah sobrevive ao nada E escapa á sepultura, Tão fresca e perfumada Nunca uma noite eu deixe De estar a vêr que existes, Em quanto me não feche O somno os olhos tristes.

importa digam-no É pelo fructo que a oliveira escolho.Minerva brada o pai d homens e deuses, És quem, de todos, sabes mais sem duvida No que não luza...mal fundada gloria.Ora se não sei eu quem foi teu pai Fidalgo sei perfeitamente bem.

Bemdito seja Deus Além n aquelle serro Parece que raspou Com uma pá de ferro A terra que encontrou.Nem um só pé de trigo És lá capaz de vêr.Já eu disse commigo Como póde isto ser As arvores arranca O vento muito bem Serve-lhe de alavanca A rama que ellas tem.

escolha.Está na mesa O que ha em casa é tirar Tirar com toda a franqueza Inda hão-de espinhos sobrar.Mas se espinhos, mas se abrolhos Lhe não agradam, amor Mire-se bem nos meus olhos, Que ha-de ahi vêr...uma flôr.Emilia não vês a lua Como vacilla e fluctua, Ora avança, ora recúa, E não ha passar d alli Tu és a imagem d ella És tão sympathica e bella, Meiga e timida, que ao vêl-a Me lembra sempre de ti Tu és o botão de rosa Que abraçado á mãi formosa Só folga, só vive e goza N aquella triste união Treme até de ouvir a aragem Passar por entre a folhagem Emilia tu és a imagem Do mais timido botão.

linda, Rosa da madrugada Que sinto a alma ainda Andar-me enfeitiçada.Se um dia nos meus braços Te desbotasse as côres, Passavam os abraços...Passavam os amores Oh não mil vezes antes No céo lá onde habitas, E os rapidos instantes Que vens e me visitas N este degredo nosso, Que tanta gente estima, E eu, só porque não posso, Não largo e vou lá cima.

arvore, o que faz Enrola-se na copa E, tronco e tudo, zás Que as folhas não são nada, Uma por uma, não Mas já uma pernada...Tão poucas ellas são Vê lá se o teu cabello É para comparar Mas, possa alguem sustel-o, Levanta-te no ar.